O problema do SER criativo

Assisti um vídeo esses dias falando sobre os arquétipos de Jung. Esperei pacientemente para escutar sobre o que eu sempre achei que me encaixava, o criativo, a artista; e me deparei com os problemas desse arquétipo. 
A espera para lançar algo só quando estiver perfeito, a dificuldade de ser constante.
Me identifico demais com isso.
Quarta-feira foi aniversário de vó. Eu planejei diversas formas de fazer o presente dela dar certo. Só que das formas que eu consegui pensar eu sei que não ficaria da forma que eu gostaria. Não sair do jeito que eu idealizei é um impeditivo para que eu comece a fazer.
Também me reduzi a uma pessoa que não consegue terminar o TCC. Eu tenho tantas diversas ideias, e tantas imensas limitações... que eu não saio do lugar. Permaneço paralisada, com medo que dê tudo errado.

Eu passo horas me comparando a todos os tipos de artistas e me sentindo péssima pois, apesar de eu me achar capaz e com ideias incríveis, só não tenho coragem de fazer elas saírem do meu imaginário. Ou que eu tenha a capacidade técnica para tudo isso que venha a ser o meu trabalho.

A capacidade é uma métrica profundamente cruel. Em alguns momentos eu me sinto muito bem e pronta, mas a maior parte eu me sinto despreparada e com a sensação de que minha ingenuidade e ignorância do quanto eu posso fazer me deixam a salvo pra imaginar mas não para o fazer. 


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