Maquiagem francesa - Ser bonita ou ser interessante?
Tenho visto na minha timeline alguns shorts de como as francesas escolhem suas maquiagens. Acho sempre muito interessante ver como outra cultura faz as rotinas parecerem mais ou menos complexas, dependendo de onde você escolhe olhar.
Neste caso eu penso que estou possivelmente mais interessada nisso pois sempre tenho ficado com a sensação de pele craquelada após a faculdade. Uma rápida atualização da minha rotina: pela manhã eu lavo o rosto do tratamento com retinol que ando fazendo a noite, depois passo um hidratante em gel mais sequinho e passo uma quantidade generosa de protetor solar fluido, que deixa minha pele meio complicada pra passar sem secar antes e como essas últimas semanas tem feito um calor brabo aqui em Recife, minha pele tende a derreter mais rápido saindo as sete e meia da manhã, suando a base mesmo quando eu consigo ter tempo para deixá-la secar um pouco antes da camada de maquiagem.
Eu nem tenho realmente pesado a mão em base e raramente uso corretivo, e acho que se puder (quando terminar esses produtos que já tenho, óbvio) também prefira um protetor solar já com cor, ou um bbcream, como as francesas andam recomendando.
A questão é que desde que eu vi que quantidades muito leves de protetor com cor não fazem efeito eu tenho preferido passar as duas camadas mesmo e evitar o problema de uma coisa mais séria do que uma make feia.
Daí talvez o algoritmo que vem me espionando tenha visto que eu fotografo muito as minhas maquiagens e me mostrou um mundo novo. O das maquiagens invisíveis. Aquele rosto perfeito, que só realça a beleza mas sem negar a suas características. E tem diferença da clean girl, pois essa nega a maquiagem pesada pois você precisa estar numa batalha muito ativa contra os sinais de envelhecimento da pele. Eu só estou no retinol porque estava baratinho, na promo, e eu resolvi usar uma segunda vez. Inegável que deixa um viço diferente na pele mas nunca fez milagre. Melhorou muito, só não o suficiente para abolir uma cobertura média.
Mas aí eu me peguei pensando no que eu escolheria, se no caso de seguir os conselhos, não colocasse o foco nos dois, olhos e boca. A cor de um neutra para o outro ter destaque. Só que eu pessoalmente acho que o visual boca simples um horror, e escolher pelo básico nos olhos é extremamente entediante. Esses dias eu fiquei fascinada pela sombra multicromática de uma colega de classe. Realmente não saberia qual era o tom de sua boca, mas não me parece que eu ligaria se ela estivesse com cor nos lábios. Eu adoro um olho metalizado.
Eu amo meus batons escuros, porque eu deveria ter que escolher entre um ou outro num dia particularmente dramático?
É claro, isso vai além de ser ousada. É sobre compensação, sobre harmonia. Beleza ou exoticidade. É uma escolha. E uma que eu nem sei se estou disposta a fazer. Pelo menos não às seis da manhã.


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