Sobre assuntos sérios e a raiva

Estou sempre numa eterna luta sobre como lidar com as pessoas e com seus sensos de humor depreciativos. Estou sempre me perguntando também, se isso é só um mau hábito ou um condicionamento inerente à nossos cérebros menos desenvolvidos do que deveriam. Não é porque eu sinto raiva de muitas piadas carregadas de preconceitos que eu seja imune a achar uma ou outra que faz rir. Isso me lembra que a pouco tempo atrás. Lá quando eu estava em crise existencial, e quando eu escrevi os posts dos quais eu me envergonho falados aqui no post anterior, eu estava sempre rindo de alguma piada machista, que embora eu achasse odiável, ainda me fazia rir, porque eu gostava da ideia de que eu era uma mulher diferente, "não era como essas mulheres feministas".
A mudança, depois de um monte de piadas a respeito de "mulheres começam a briga e depois não aguentam as consequências" (Sim, eu ri de piadas envolvendo violência doméstica, sento que esse foi o mais fundo do poço que eu já cheguei na vida. Espero nunca achar algum momento pior que esse.), eu me deparei com algumas postagens sobre aborto; A questão mais séria e também a mais ridícula pra mim, pois sempre acreditei e sempre acreditarei que a escolha deve ser da mãe e apenas dela, já que é ela quem carrega o fardo de gerar, e socialmente falando, o fardo de criar. Bem, depois de alguns arranca-rabos na internet, ao perceber finalmente que eu estava do lado errado do que eu deveria estar, eu passei por um processo de culpa/aprendizado/o que eu sou/o que eu quero ser daqui em diante. E é claro que isso estava além, pois sendo mãe, a minha primeira preocupação era se eu criaria bem a minha filhar, e em que moldes eu a tornaria um ser humanos melhor. Me tornaria um ser humano melhor e como eu mostraria o mundo à ela, melhor dizendo.
Barbara Kruger

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